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Para além disso, a sua utilização encontra-se em estudo em ensaios clínicos, em doenças como paralisia cerebral, autismo, diabetes tipo 1 e lesões da espinal medula, entre outras, o que poderá aumentar o leque de aplicações clínicas do sangue do cordão umbilical. Têm o potencial de se diferenciar em muitos tipos diferentes de células do corpo durante o início da vida e do crescimento. Os alunos terão também a oportunidade de realizarem trabalhos práticos que serão bastante importantes para melhor compreenderem e visualizarem as metodologias de trabalho e investigação com células complexo maior de histocompatibilidade estaminais. Termos células estaminais prejudiciais à saúde que circulam no nosso organismo é uma dos principais razões pelas quais experimentamos envelhecimento, desconforto e doenças, inclusive o cancro. As células estaminais são uma parte principal da forma como o nosso corpo se repara.
- As células estaminaisunipotentes são responsáveis pela produção de um único tipo de células especializadas (por exemplo, células estaminais da linha germinal).
- O fato de uma única célula-tronco ser capaz de formar quase qualquer tipo de célula abre espaço para o uso dessas células como forma de experimentação para curar doenças ou regenerar tecidos danificados, como ocorre no ramo da ciência chamado engenharia de tecidos.
- Existem mais de 216 tipos distintos de células nos seres humanos que interagem entre si para formar os tecidos.
- Identificar os sinais e mecanismos que determinam se uma célula estaminal escolhe continuar a replicar-se ou diferenciar-se num tipo de célula especializado, e em que tipo de célula, ajudar-nos-á a compreender como um corpo saudável se mantém.
Células estaminais: as “super-células” que combatem o cancro
As células estaminais embrionárias (CTE) têm um potencial ilimitado para produzir células especializadas do corpo. Estão ainda em curso ensaios para avaliar o potencial de células estaminais da medula óssea e do tecido adiposo para o tratamento em doenças não hemato‑oncológicas. Uma das potenciais aplicações das células estaminais no tratamento de doenças é a terapêutica celular, ou seja, um conjunto de metodologias que tem por objetivo a reparação de tecidos ou até mesmo de órgãos danificados, pela substituição das células não funcionais por células normais e saudáveis. O tecido do cordão umbilical é muito rico num outro tipo de células, as células estaminais mesenquimais que poderão vir a ser úteis no tratamento de um conjunto alargado de doenças. Alguns tecidos neonatais, como a placenta, o sangue e o tecido do cordão umbilical, contêm também populações de células estaminais adultas (assim designadas por se obterem após o nascimento), com interesse para a medicina.
Quais as perspetivas futuras para as células estaminais?
Os cientistas poderiam utilizar células estaminais para modelar processos de doença em laboratório e compreender melhor o que está errado. As células estaminais, portadoras do gene da doença ou modificadas para conter genes da doença, constituem uma alternativa viável. As células estaminais podem ajudar-nos a compreender como se mantém um organismo complexo. As células estaminais tecidulares específicas não são pluripotentes como as ESCS.
Célula estaminal
Estas células são derivadas de uma fase muito precoce do desenvolvimento. Este facto sugere enormes possibilidades para a investigação de doenças e para o fornecimento de novas terapias. Estas células podem transformar-se em qualquer tipo de célula especializada. É com estas células que dezenas de ensaios clínicos se encontram a decorrer nas mais diversas patologias. Este foi o primeiro registro do uso de células-tronco para curar lesões num animal selvagem.
Os novos medicamentos poderiam ser testados quanto à sua segurança em células especializadas geradas em grande número a partir de linhas de células estaminais – reduzindo a necessidade de testes em animais. No laboratório, os cientistas podem “seguir” as células estaminais individuais à medida que se dividem e se especializam, para manter a pele, os ossos, os músculos e outros tecidos. As células estaminaisunipotentes são responsáveis pela produção de um único tipo de células especializadas (por exemplo, células estaminais da linha germinal). As células estaminaismultipotentes podem dar origem a várias células especializadas diferentes (por exemplo, células estaminais hematopoiéticas). As células estaminaispluripotentes podem dar origem a qualquer tipo de célula especializada do corpo (por exemplo, células estaminais embrionárias).
O potencial clínico das células do tecido do cordão umbilical também se encontra em estudo, em ensaios clínicos aprovados pela FDA, em doenças como autismo, colite ulcerosa, cirrose hepática, ataxia hereditária, esclerose múltipla, displasia broncopulmonar, artrite reumatóide, lúpus, lesões da espinal medula, entre outras. No que diz respeito ao uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, nos últimos anos tem‑se assistido à sua utilização em doenças não hematológicas. Dadas as aplicações atuais e o crescente número de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, assume cada vez mais importância a criopreservação destas células, cuja colheita pode apenas ser feita no momento do parto. A terceira propriedade que define as células estaminais é a capacidade de produzir tipos de células mais especializadas no organismo. As células estaminais têm a capacidade única de produzir cópias de si próprias (auto-renovação) e outros tipos de células mais especializadas (diferenciação) quando se dividem. Assim, conforme sua grande capacidade de replicação, os estudos em células estaminais são de grande interesse para aplicações médicas; como dito anteriormente, é possível utilizá-las para tratamento de doenças humanas, bem como reparações de tecidos danificados.
Algumas das doenças mais graves, como o cancro e os defeitos congénitos, devem-se a uma divisão e diferenciação celulares anormais. Identificar os sinais e mecanismos que determinam se uma célula estaminal escolhe continuar a replicar-se ou diferenciar-se num tipo de célula especializado, e em que tipo de célula, ajudar-nos-á a compreender como um corpo saudável se mantém. As iPSC constituem uma fonte de células semelhantes às CTE a que se pode aceder sem a criação de um blastocisto. Existem também considerações éticas relativamente à utilização de células obtidas a partir de um blastocisto humano. As CTE podem ser utilizadas para estudar o desenvolvimento de tecidos específicos. O embrião é constituído por cerca de 100 células, formando uma estrutura chamada blastocisto, e ainda não se implantou no útero.
As células estaminais têm ainda a capacidade de se transformar, num processo também conhecido por diferenciação celular, em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Desde então, o sangue do cordão umbilical tem sido usado, em todo o mundo, como alternativa à medula óssea no tratamento de um vasto leque de doenças do foro hemato-oncológico. O potencial mantém-se esmagadoramente positivo e, com o progresso da investigação, será possível alcançar o total potencial das células estaminais no tratamento de doenças de que alguém poderá um dia vir a sofrer. É expectável que, ao longo da próxima década, alguns dos protocolos de terapêutica celular com células estaminais, dos que atualmente se encontram em fase de ensaios clínicos, venham a ser adotados na prática clínica para o tratamento de algumas doenças.